{"id":2188,"date":"2016-04-14T11:05:43","date_gmt":"2016-04-14T11:05:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fozcanis.pt\/2016\/?page_id=2188"},"modified":"2016-09-16T11:27:12","modified_gmt":"2016-09-16T11:27:12","slug":"a-processionaria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.fozcanis.pt\/2016\/informacoes\/geral\/a-processionaria\/","title":{"rendered":"A Procession\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p class=\"itemIntroText\">A lagarta-do-pinheiro, vulgarmente chamada de \"procession\u00e1ria\" - por se deslocarem em fila\/prociss\u00e3o, \u00e9 um insecto da fam\u00edlia Thaumetopoidea. Esta lagarta afecta os cedros e os pinheiros, encontrando-se dispersa por todo o pa\u00eds. \u00c1rvores isoladas, arredores de pinhais e pinhais abertos de uma s\u00f3 esp\u00e9cie s\u00e3o factores de risco.<\/p>\n<p>A intensidade e frequ\u00eancia dos \"ataques\" dependem essencialmente das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Os casos de intoxica\u00e7\u00e3o por procession\u00e1ria s\u00e3o mais frequentes a partir de Outubro, principalmente no final do per\u00edodo de Inverno - as temperaturas amenas aceleram a eclos\u00e3o dos ovos e o consequente aparecimento das larvas.<\/p>\n<p>No Inverno, as lagartas atingem o meio do seu ciclo de vida e adquirem uns p\u00ealos urticantes de elevado potencial al\u00e9rgico. Passado algum tempo, abandonam os ninhos e descem das \u00e1rvores, em prociss\u00e3o, para se enterrarem no solo (a cerca de 15cm de profundidade), em zonas sombrias ou banhadas de sol - consoante o clima seja quente ou frio, respectivamente.<\/p>\n<p>Os p\u00ealos urticantes da lagarta-do-pinheiro, que se libertam \u00e0 medida que ela se move, actuam como agulhas quando entram em contacto com a pele ou mucosas do animal ou pessoa, inoculando subst\u00e2ncias t\u00f3xicas no organismo. Os animais (e por vezes crian\u00e7as), movidos pela curiosidade natural ou por brincadeira, s\u00e3o os principais atingidos. A \u00e1rea mais afectada \u00e9 na maioria das vezes a cabe\u00e7a (mucosa oral, l\u00edngua e olhos).<\/p>\n<p><strong>Sinais Cl\u00ednicos:<\/strong><br \/>\nOs efeitos negativos da lagarta-do-pinheiro n\u00e3o se limitam \u00e0s esp\u00e9cies florestais mas tamb\u00e9m atingem muitos animais que com ela contactam. Em veterin\u00e1ria, o c\u00e3o e o gato s\u00e3o muitas vezes objecto de consulta pelos efeitos al\u00e9rgicos provocados pelo contacto com a procession\u00e1ria.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico de intoxica\u00e7\u00e3o por procession\u00e1ria \u00e9 muitas vezes dif\u00edcil devido \u00e0 escassa hist\u00f3ria cl\u00ednica. Grande parte das vezes o animal saiu de casa para o passeio sem que os seus donos se apercebam dos caminhos por onde anda ou o que cheira, abocanha ou come. De volta a casa, desperta a aten\u00e7\u00e3o dos donos por apresentar:<\/p>\n<ul class=\"unIndentedList\">\n<li class=\"firstItem\">focinho inchado,<\/li>\n<li>l\u00edngua espessada (pode aparentar uma cor azulada),<\/li>\n<li>babar intenso,<\/li>\n<li>comich\u00e3o,<\/li>\n<li>v\u00f3mito,<\/li>\n<li class=\"lastItem\">dor intensa (resistindo \u00e0 abertura da boca).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Menos frequentemente, os animais afectados podem apresentar tosse e dificuldade respirat\u00f3ria. Uma consequ\u00eancia rara \u00e9 o desenvolvimento de um choque anafil\u00e1tico.<br \/>\nO tempo que decorre entre o contacto com os p\u00ealos urticantes da procession\u00e1ria e a instaura\u00e7\u00e3o do tratamento \u00e9 crucial no sucesso do mesmo! De um modo semelhante, a extens\u00e3o das les\u00f5es depende da quantidade de p\u00ealos urticantes inalados ou que contactaram com a pele, mucosas e olhos.<br \/>\nA reac\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica que o animal desenvolve face aos p\u00ealos urticantes provoca uma inflama\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos que condiciona a chegada de oxig\u00e9nio \u00e0s zonas afectadas, predispondo para a morte (necrose) - e queda de parte - da l\u00edngua e dos l\u00e1bios.<br \/>\nEm casos mais severos, o animal pode ficar incapaz de realizar as necessidades b\u00e1sicas (como comer e beber), acabando na maioria das vezes por levar aos donos a ponderar a eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p><strong>Tratamento:<\/strong><br \/>\nO tratamento depende em parte dos sinais cl\u00ednicos apresentados mas passa geralmente pela aplica\u00e7\u00e3o de:<\/p>\n<ul class=\"unIndentedList\">\n<li class=\"firstItem\">Corticoster\u00f3ides - pela sua propriedade anti-inflamat\u00f3ria;<\/li>\n<li>Lavagem abundante com soro fisiol\u00f3gico das zonas potencialmente afectadas (face, boca e olhos) para eliminar os p\u00ealos urticantes que se possam ainda encontrar em contacto com o animal;<\/li>\n<li>Antibi\u00f3ticos - geralmente para combater potenciais infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias;<\/li>\n<li>Anti-em\u00e9ticos e protectores g\u00e1stricos - quando existir v\u00f3mito.<\/li>\n<li class=\"lastItem\">Col\u00edrios - sempre que esteja presente inflama\u00e7\u00e3o da conjuntiva ou da c\u00f3rnea (a n\u00edvel ocular).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Medidas de preven\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"unIndentedList\">\n<li class=\"firstItem\">Evite passear o seu animal em zonas florestais ou onde existam pinhais que possam estar afectados, principalmente na Primavera;<\/li>\n<li class=\"lastItem\">Caso o seu animal entre em contacto com a lagarta-dos-pinheiros, entre imediatamente em contacto com o seu m\u00e9dico veterin\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A lagarta-do-pinheiro, vulgarmente chamada de \"procession\u00e1ria\" - por se deslocarem em fila\/prociss\u00e3o, \u00e9 um insecto da fam\u00edlia Thaumetopoidea. 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