{"id":2210,"date":"2016-04-14T11:14:42","date_gmt":"2016-04-14T11:14:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fozcanis.pt\/2016\/?page_id=2210"},"modified":"2016-09-16T13:26:00","modified_gmt":"2016-09-16T13:26:00","slug":"diabetes-mellitus","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.fozcanis.pt\/2016\/informacoes\/geral\/diabetes-mellitus\/","title":{"rendered":"Diabetes mellitus"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p style=\"text-align: left;\">A diabetes <em>mellitus<\/em> \u00e9 uma doen\u00e7a end\u00f3crina caracterizada por uma eleva\u00e7\u00e3o persistente dos n\u00edveis sangu\u00edneos de glicose (hiperglic\u00e9mia). N\u00e3o foi ainda encontrada uma causa para esta doen\u00e7a, contudo, existem alguns factores que podem aumentar o risco do seu animal desenvolver diabetes (e.g.: idade avan\u00e7ada, obesidade, algumas ra\u00e7as)<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>A diabetes afecta com relativa frequ\u00eancia os c\u00e3es (e cada vez mais os gatos), manifestando-se geralmente atrav\u00e9s de:<\/p>\n<ul>\n<li>Polidipsia (aumento da ingest\u00e3o de \u00e1gua);<\/li>\n<li>Poli\u00faria (aumento do volume de urina);<\/li>\n<li>Polifagia (aumento do apetite);<\/li>\n<li>Perda de peso;<\/li>\n<li>Cegueira.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por vezes o quadro cl\u00ednico de um animal diab\u00e9tico pode complicar e dar origem a uma diabetes <em>mellitus<\/em> ceto-acid\u00f3tica, com aparecimento de:<\/p>\n<ul>\n<li>Desidrata\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Anorexia (perda de apetite);<\/li>\n<li>V\u00f3mitos;<\/li>\n<li>Letargia (fraqueza).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Caso verifique algum destes sinais no seu animal, contacte o seu m\u00e9dico veterin\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.fozcanis.pt\/assets\/images\/Fotos_texto\/015.JPG\" width=\"200\" height=\"150\" border=\"0\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p style=\"text-align: left;\">Existem 3 tipos de diabetes:<\/p>\n<table class=\" alignleft\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li class=\"firstItem\"><strong>Tipo I -<\/strong> deve-se a uma destrui\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas que produzem a <strong>insulina<\/strong> (uma hormona produzida pelo p\u00e2ncreas que faz com que as c\u00e9lulas do organismo possam utilizar a glicose) e, por isso, estes animais dependem da administra\u00e7\u00e3o ex\u00f3gena de insulina.<\/li>\n<li class=\"lastItem\"><strong>Tipo II -<\/strong> caracteriza-se por uma hiperglic\u00e9mia persistente (como acontece nos animais obesos) que provoca uma resist\u00eancia \u00e0 insulina, ou seja, o organismo adapta-se a esta concentra\u00e7\u00e3o elevada de glicose e n\u00e3o produz a insulina que produziria normalmente. Este tipo de diabetes \u00e9 tamb\u00e9m denominado de insulino-independente pois \u00e9 preservada alguma capacidade de secre\u00e7\u00e3o de insulina.<\/li>\n<li class=\"lastItem\"><strong>Tipo III -<\/strong> \u00e9 secund\u00e1ria a outras doen\u00e7as ou \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de medicamentos, como por exemplo, os c\u00f3rticos ou os progestag\u00e9nicos (usados para as f\u00eameas n\u00e3o terem cios). Este tipo de diabetes pode ser revers\u00edvel ap\u00f3s a correc\u00e7\u00e3o do factor desencadeante.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<ul style=\"text-align: left;\">\n<li class=\"lastItem firstItem\"><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\">De uma forma geral, a diabetes do tipo I (ou \u201cinsulino-dependente\u201d) \u00e9 mais frequente em c\u00e3es enquanto a diabetes do tipo II \u00e9 a mais comum em gatos (apesar de na altura do seu diagn\u00f3stico costumem precisar de insulina para o seu tratamento).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O tratamento baseia-se principalmente em:<\/p>\n<ul style=\"text-align: left;\">\n<li><strong>Administra\u00e7\u00e3o de insulina -<\/strong> o seu veterin\u00e1rio dir\u00e1 a dose necess\u00e1ria com base em testes de glicemia. Uma vez que a quantidade de insulina necess\u00e1ria muda ao longo do tempo, um animal diab\u00e9tico deve visitar periodicamente o veterin\u00e1rio de forma a avaliar os n\u00edveis de glicose para acompanhar a resposta \u00e0 terapia institu\u00edda e assegurar que estes n\u00edveis se encontram dentro dos limites.<strong> Geralmente \u00e9 necess\u00e1rio administrar insulina 2x \/ dia e requer muita paci\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o por parte dos propriet\u00e1rios at\u00e9 se determinar a dose de insulina com a qual o animal estar\u00e1 controlado.<\/strong><\/li>\n<li><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o - <\/strong>a dieta e o hor\u00e1rio das refei\u00e7\u00f5es devem ser rigorosos. O seu veterin\u00e1rio pode recomendar 2-3 refei\u00e7\u00f5es \/ dia de acordo com o hor\u00e1rio das administra\u00e7\u00f5es de insulina, a glic\u00e9mia e o seu pr\u00f3prio hor\u00e1rio. Assim sendo, dever\u00e1 evitar fornecer alimentos fora das refei\u00e7\u00f5es (excep\u00e7\u00e3o em alguns gatos que se recusem comer em hor\u00e1rios espec\u00edficos).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>A diabetes <em>mellitus<\/em> tem tratamento e n\u00e3o implica obrigatoriamente uma diminui\u00e7\u00e3o na qualidade de vida do seu animal. Contudo, o tratamento \u00e9 na maioria das vezes vital\u00edcio e exige uma grande disponibilidade por parte dos donos. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>N\u00e3o hesite em esclarecer qualquer d\u00favida com o seu m\u00e9dico veterin\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A diabetes mellitus \u00e9 uma doen\u00e7a end\u00f3crina caracterizada por uma eleva\u00e7\u00e3o persistente dos n\u00edveis sangu\u00edneos de glicose (hiperglic\u00e9mia). 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