{"id":2245,"date":"2016-04-14T13:42:18","date_gmt":"2016-04-14T13:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fozcanis.pt\/2016\/?page_id=2245"},"modified":"2017-01-09T11:43:56","modified_gmt":"2017-01-09T11:43:56","slug":"a-leishmaniose-canina","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.fozcanis.pt\/2016\/informacoes\/caes\/a-leishmaniose-canina\/","title":{"rendered":"A Leishmaniose Canina"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemFullText\">\n<p><strong>O que \u00e9?<\/strong><\/p>\n<p>A Leishmaniose Canina \u00e9 uma <strong>doen\u00e7a infecciosa grave transmiss\u00edvel entre c\u00e3es e que \u00e9 tamb\u00e9m uma zoonose<\/strong> (doen\u00e7a transmitida ao homem pelos animais).<\/p>\n<p>\u00c9 causada por um protozo\u00e1rio da esp\u00e9cie <em>Leishmania infantum, <\/em>transmitido pela picada de f\u00eameas hemat\u00f3fagas de insetos do g\u00e9nero <em>Phlebotomus<\/em>, nomeadamente <em>Phlebotomus perniciosus<\/em> e <em>Phlebotomus ariasi<\/em>. Estes fleb\u00f3tomos (vulgar e erradamente referidos como mosquitos) t\u00eam atividade principalmente noturna, estendendo-se do entardecer at\u00e9 ao amanhecer. A \u00e9poca mais favor\u00e1vel \u00e0 transmiss\u00e3o desta doen\u00e7a \u00e9, de uma forma geral, de Maio a Outubro; contudo, devido ao aquecimento global, os per\u00edodos favor\u00e1veis ter\u00e3o tend\u00eancia a aumentar, o que pode conduzir ao aumento das Leishmanioses em Portugal.<\/p>\n<p>Em Portugal, mas tamb\u00e9m nos restantes pa\u00edses da Bacia Mediterr\u00e2nica, esta \u00e9 uma <strong>doen\u00e7a end\u00e9mica<\/strong>. Consideram-se end\u00e9micas (zonas com mais casos registados) as regi\u00f5es de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro, Cova da Beira, Lous\u00e3, Lisboa, Set\u00fabal, \u00c9vora, Coimbra e Algarve, mas h\u00e1 que referir que em quase todo o territ\u00f3rio continental s\u00e3o detetados casos espor\u00e1dicos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como se manifesta?<\/strong><\/p>\n<p>A Leishmaniose Canina manifesta-se na maioria das vezes como\u00a0 uma doen\u00e7a viscero-cut\u00e2nea, porque h\u00e1 envolvimento dos \u00f3rg\u00e3os internos (medula \u00f3ssea, g\u00e2nglios linf\u00e1ticos, ba\u00e7o e f\u00edgado) e altera\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas.<\/p>\n<p>\u00c9 geralmente uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, cujos sinais cl\u00ednicos podem desenvolver-se entre 3 meses a 7 anos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o. Com a cronicidade da doen\u00e7a, os animais infectados produzem anticorpos de uma forma exagerada que se v\u00e3o depositar nas paredes dos vasos sangu\u00edneos levando a les\u00f5es em v\u00e1rios tecidos e \u00f3rg\u00e3os, como as articula\u00e7\u00f5es, olhos, intestino e rins. Nos c\u00e3es, as les\u00f5es nos rins conduzem ao <strong>desenvolvimento de insufici\u00eancia renal cr\u00f3nica, a qual, geralmente, \u00e9 a principal causa de morte por leishmaniose canina.<\/strong><\/p>\n<p>Os sinais cl\u00ednicos desta doen\u00e7a s\u00e3o muito vari\u00e1veis. Geralmente come\u00e7am com uma apatia progressiva e intoler\u00e2ncia ao exerc\u00edcio. As les\u00f5es da pele s\u00e3o das mais frequentes; geralmente n\u00e3o causam prurido e come\u00e7am com uma perda de p\u00ealo progressiva acompanhada de seborreia seca podendo surgir feridas. Alguns animais desenvolvem \u00falceras no nariz e pavilh\u00f5es auriculares. Nalguns c\u00e3es desenvolvem-se les\u00f5es oculares. O crescimento exagerado das unhas e o corrimento nasal sanguinolento (epist\u00e1xis) s\u00e3o tamb\u00e9m sinais muito frequentes. A perda de peso e a atrofia muscular s\u00e3o dos sinais mais frequentes quando existe um comprometimento visceral (f\u00edgado, ba\u00e7o, rins), mesmo que o animal tenha aumento do apetite.<\/p>\n<p>Quando os c\u00e3es desenvolvem insufici\u00eancia renal cr\u00f3nica, o seu estado geral agrava-se bastante. Nesta fase, os animais apresentam anorexia, poli\u00faria (urinam muito) e polidipsia (ingerem mais \u00e1gua). Nas fases mais adiantadas desta insufici\u00eancia podem tamb\u00e9m apresentar v\u00f3mitos e diarreia.<br \/>\nA imunossupress\u00e3o, causada pela pr\u00f3pria doen\u00e7a, pode promover a ocorr\u00eancia de infe\u00e7\u00f5es concomitantes que complicam o quadro cl\u00ednico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n<p>A Leishmaniose Canina \u00e9 fatal caso n\u00e3o seja tratada, e mesmo com tratamento os animais afetados podem morrer.<br \/>\nDurante o tratamento \u00e9 poss\u00edvel controlar a carga de Leishmanias no animal, contudo, na maioria das vezes, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel eliminar a infe\u00e7\u00e3o, ocorrendo frequentemente recidivas.<\/p>\n<p>Como o animal pode ficar portador do parasita ou estar sujeito a reinfe\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s a melhoria cl\u00ednica pode ser necess\u00e1rio que o c\u00e3o tome comprimidos durante o resto da vida para controlar a infe\u00e7\u00e3o, e devem ser repetidas an\u00e1lises para controlo da resposta ao tratamento.<\/p>\n<p>As f\u00eameas devem ser esterilizadas, pois durante o cio as defesas imunit\u00e1rias diminuem, podendo originar reca\u00eddas.<\/p>\n<p><strong>Caso os donos n\u00e3o optem pelo tratamento, \u00e9 obrigat\u00f3ria a eutan\u00e1sia do animal,<\/strong> uma vez que sem o tratamento a doen\u00e7a \u00e9 mortal e eleva o risco em termos de Sa\u00fade P\u00fablica. Esta obrigatoriedade adv\u00e9m do Decreto-Lei\u00a0 n\u00ba314\/2003 de 17 de Dezembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a medida mais importante para a sa\u00fade do animal uma vez que os tratamentos existentes n\u00e3o permitem eliminar definitivamente a infe\u00e7\u00e3o, podendo os animais apresentar recidivas passados meses a anos. Adicionalmente, o custo m\u00e9dio para tratar um epis\u00f3dio de Leishmaniose pode facilmente ser superior ao custo da preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a durante toda a vida um c\u00e3o.<br \/>\nAtualmente,<strong> est\u00e1 dispon\u00edvel a vacina contra a Leishmaniose Canina na Europa<\/strong>. Esta vacina tem por objetivo estimular o sistema imunit\u00e1rio do animal para que este responda rapidamente em caso de contato com o parasita, impedindo assim que se desenvolva a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da vacina devem ser aplicadas v\u00e1rias <strong>medidas preventivas:<\/strong><\/p>\n<p>- Uso de coleiras\/pipetas repelentes dos fleb\u00f3tomos.<\/p>\n<p>- Evitar os passeios ao entardecer e no amanhecer, pois corresponde ao per\u00edodo de maior atividade dos fleb\u00f3tomos.<\/p>\n<p>- Assegurar um bom estado de sa\u00fade do animal, para proteger o seu sistema imunit\u00e1rio: boa alimenta\u00e7\u00e3o, a vacina\u00e7\u00e3o e a desparasita\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n<p>- Todos os animais doentes, em tratamento, ou que tenham recuperado de um epis\u00f3dio da doen\u00e7a, devem ser protegidos das picadas dos insetos.<\/p>\n<p>- Efectuar rastreios anuais da Leishmaniose Canina que permitam o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a e, consequentemente, um tratamento mais eficaz.<br \/>\n<strong>Considera\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>Tal como nos c\u00e3es, no Homem, a Leishmaniose Visceral \u00e9 fatal, caso n\u00e3o seja tratada. No entanto, no Homem, o tratamento tem uma taxa de sucesso elevada, sendo raras as recidivas, exceto nos indiv\u00edduos com imunodepress\u00e3o (seropositivos, idosos, crian\u00e7as muito pequenas, transplantados...).<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o do c\u00e3o ao Homem faz-se sempre por interm\u00e9dio do fleb\u00f3tomo. A doen\u00e7a n\u00e3o se transmite por mero contato ou proximidade f\u00edsica.<br \/>\n<strong>O aumento da Leishmaniose Canina pode fazer aumentar a Leishmaniose Humana, o que torna ainda mais importante a vacina\u00e7\u00e3o dos c\u00e3es.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INFORME-SE JUNTO DO SEU M\u00c9DICO VETERIN\u00c1RIO SOBRE O ESQUEMA VACINAL PARA A LEISHMANIOSE!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FONTE: <a href=\"http:\/\/www.onleish.org\/\">http:\/\/www.onleish.org\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que \u00e9? A Leishmaniose Canina \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa grave transmiss\u00edvel entre c\u00e3es e que \u00e9 tamb\u00e9m uma zoonose (doen\u00e7a transmitida ao homem pelos animais). \u00c9 causada por um protozo\u00e1rio da esp\u00e9cie Leishmania infantum, transmitido pela picada de f\u00eameas hemat\u00f3fagas de insetos do g\u00e9nero Phlebotomus, nomeadamente Phlebotomus perniciosus e Phlebotomus ariasi. 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